RELATO DE CAMPO – SOBRE UM SOBREVIVENTE NÃO IDENTIFICADO

Durante a operação de extração de suprimentos da zona comercial oeste, as equipes conjuntas da TRAIT, MISTE e Neurodyne encontraram resistência inesperada ao tentar acessar um antigo supermercado fortificado.

O local havia sido transformado em um verdadeiro reduto de sobrevivência por um único homem, cuja identidade permanece desconhecida. Demonstrando impressionante preparo, o indivíduo instalou armadilhas artesanais em cada corredor e ocupava o andar superior do edifício, de onde vigiava os invasores com um arco de caça de alta precisão. Nenhum avanço militar teve êxito até a chegada dos agentes Walker e Kofi, que conseguiram estabelecer uma linha de comunicação.

Após uma longa e tensa negociação, o sobrevivente consentiu em ceder parte dos suprimentos armazenados — com a condição de que fossem destinados exclusivamente aos civis refugiados na antiga prefeitura. Mesmo assim, recusou terminantemente qualquer convite para se unir à comitiva. Suas palavras foram claras:

"Não confio em ninguém com o brasão da Neurodyne. Já vi demais."

Ao abandonar o local, a equipe encontrou um diário parcialmente queimado, escondido sob entulhos no estacionamento. Dentro, anotações detalhadas de sua rotina, esboços de mapas locais, datas e rotas de patrulha, além de uma coleção de recortes de jornal. As manchetes falavam por si só:

  • Desaparecimento em Massa de Crianças em Áreas Rurais

  • Floresta Condenada: Relatos de Atividades Químicas Irregulares

  • Neurodyne Nega Responsabilidade em Vazamentos Biológicos

  • Estudos Ligam Crescente Contaminação à Pesquisa Genética Privada

Tudo indicava que o sobrevivente havia passado anos conectando os pontos e reunindo provas de que a Neurodyne teve papel central no colapso biológico que assolou o mundo.

Desde então, nenhuma nova informação surgiu sobre seu paradeiro.
Presume-se que tenha abandonado o posto… ou perecido nele

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